Lembrança de papai: a morte de Fauzer Bucar em 1962
LEMBRANÇA DE PAPAI: A MORTE FAUZER BUCAR EM 1962
Lembro-me, logo depois da eleição, ele na oficina do Geraldo Teles, dizendo: não aguento mais, o povo continua lá em casa me pedindo as coisas. Eu só tinha 11 anos, mas me lembro que estávamos no aeroporto, Dona Janete, grávida da Sílvia, ia para Teresina acompanhar o irmão e chegou uma pessoa e disse: chegou no Correio agora um telegrama dizendo que Fauzer morreu. Aí ela começou a chorar e Dr. João lobo botou-a dentro do Bel Air para levá-la para casa. Lembro também do enterro: Dr. Tibério (então governador) discursando: vai Fauzer, vai aqui meu último adeus e a Judite sem querer que fechassem o caixão. Fiquei impressionado com aquilo tudo. E lá se vão 59 anos; estou velho.
VENDEDOR DE LOTERIA 2
Mensagem de Teodoro para o amigo Milton Costa Sá
Cabo Milton, rapaz, não parece, mas nós estamos velhos, pois está fazendo 50 anos (obs: este texto foi escrito em 2020) que em 1970 começamos a vender a Loteria Esportiva: eu 1a numa loja que vendia Federal, que recebia os volantes de uma loja do RJ, que já tinha Esportiva oficial; aí eu mandava no vôo de sábado, você e papai recebiam aqui, distribuíam os volantes com 13 jogos, mandavam no voo de quarta-feira, eu recebia para serem perfurados, devolvia no vôo de sábado. O lucro era bom, pois cobrávamos 1 Cruzeiro, que era o dobro do valor do jogo. Esse lucro ficava 0,33 para cada um de nós.
Lá, a partir de março de 1971, eu ganhava três por cento dos nove que a loja ganhava. Depois passei a receber também de uns cambistas de THE: da lanchonete americana, do seu Raimundo José, pai de um bancário daqui, Antônio José, do Alberto Hidd... Os 50 anos não me deixam lembrar os nomes corretos. Bons tempos! Tem hora que me arrependo de ter vendido a nossa "Loteca Vou acertar nos 13 pontos", assim era o nome inicial que papai botou. Depois ficou só loteca 13 pontos. Abraços!
VANTAGENS DE SER FILHO ÚNICO: SABER MUITAS ESTORIAS
Amigos(as), eu sei algumas estórias daqui porque, filho único, desde sempre, eu ia muito com meu pai para rodadas de adultos amigos dele e ouvia as estórias. Meus tios Alderico e João Luiz me contavam fatos engraçados daqui, como também coisas importantes que aconteceram na cidade. Ajudou-me também minha convivência com renomados historiadores: Josefina Demes, Luiz Paulo Lopes, mais velhos que eu, e os da minha idade: Djalma Nunes Filho, Cristóvão Araújo Costa. Realizo-me quando escrevo sobre a cidade, participo das Associações Culturais e de resgate da história da Princesa do